Nas Filipinas, mais precisamente no extremo norte do arquipélago, encontra-se a ilha de Luzón. De modo geral, esta ilha é uma das maiores do mundo e, em particular, também é a maior e mais populosa do Pacífico. E é exatamente aqui que começa a história de Luzón Colección Monastrell, um tinto jovem da D.O. Jumilla (ao norte de Múrcia).
Como pode um vinho tinto produzido no sudeste da Espanha estar relacionado com uma ilha paradisíaca no meio do mar? O fio condutor dessa história é José de Molina, militar e comandante dos Reais Exércitos, que esteve destacado na colônia espanhola de Manila. Após alguns anos de serviço, decidiu retornar às terras murcianas onde havia nascido, e ali mesmo comprou uma propriedade que batizou de finca Luzón (não deve ter tido lembranças muito ruins da ilha).
Isto ocorreu em 1841. Hoje, quase dois séculos depois, as bodegas Luzón continuam suas atividades, sendo uma das mais antigas desta região. Aqui, as 1.200 hectares de vinhedo são favorecidas por um clima continental, sob a influência do Mediterrâneo e da Meseta Central, com 3.000 horas de sol por ano e poucas chuvas. O resultado são uvas muito maduras, com alto teor alcoólico, que serão colhidas manualmente.
A elaboração de Luzón Colección Monastrell continua na sala Altos de Luzón, a área mais importante da vinícola, onde a primeira etapa é colocar as uvas em um frigorífico por 2 dias para evitar o início de fermentações espontâneas. Após este período, elas passam por uma mesa de seleção, onde os melhores cachos serão escolhidos e colocados inteiros no tanque de fermentação.
Por fim, a trasfega e o engarrafamento serão as fases finais na produção de Luzón Colección Monastrell, um vinho jovem de uma das vinícolas mais tradicionais da região, onde sabem bem o que estão fazendo.