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Vinho rosé
Comprar vinho rosé online no catálogo de vinhos mais completo
O vinho rosé é, sem dúvida, aquele que carrega tantos estereótipos quanto virtudes. Diz-se dele que é um “vinho para mulheres”, que apenas os “não entendidos” o pedem, que os rosés são exclusivamente para o verão, que é o vinho que ninguém se atreve a oferecer, o de menor qualidade, o mais kitsch... No entanto, poucos sabem que uma das tarefas mais difíceis para um enólogo é a elaboração de um vinho rosé de qualidade. Requer-se uma verdadeira arte e conhecimento para alcançar um vinho que reúna o melhor dos dois mundos: as qualidades de seus irmãos branco e tinto. Felizmente, existem vinicultores e enólogos que nos brindam verdadeiras joias em vinho rosé, desde os mais frescos até os mais doces, do rosa mais pálido ao apetitoso tom de framboesa, aqueles que tangenciam o limite entre um branco e um tinto sutil, com ou sem envelhecimento... O vinho rosé é, sem dúvida, um vinho gastronômico, versátil e surpreendente, além de delicioso. Convidamos você a deixar os preconceitos de lado e a visitar nosso catálogo de vinho rosé. Dê uma chance ao rosa, que com toda certeza vai te encantar!
Descubra nosso Top 10 de vinhos rosés.
Elaboração do vinho rosé.
O vinho rosé é um vinho relativamente complexo de elaborar. Requer destreza e delicadeza, pois caso contrário pode-se obter um resultado indesejado.
Existem diversas formas de elaborá-los. Pode ser o fruto da vinificação de uvas tintas ou de uvas tintas e brancas e sua elaboração se caracteriza pelo fato de que a fermentação ocorre total ou parcialmente na ausência de partes sólidas da uva. É por esse motivo que, em geral, são vinificados da mesma maneira que os brancos.
Os bons rosés são majoritariamente elaborados exclusivamente com uma variedade de uva. No entanto, hoje em dia encontramos também muitos rosés que são fruto do corte de diferentes cepas. Algumas das mais utilizadas são a Garnacha Tinta, a Gamay, a Bobal, a Mencía, a Pinot Noir...
Por um lado, temos os rosés de prensagem direta de uva tinta ou mistura de uva tinta e uva branca. Esta técnica é a que alcança maior qualidade. A cor neste tipo de rosés é obtida durante a maceração que o mosto passa com as casas durante a prensagem.
Depois há a técnica do “sangrado”. Esta consiste em elaborar vinho como se fosse tinto e, no momento em que o mosto está no depósito com as cascas, deixa-se macerar até obter a cor desejada e depois se sangra uma parte que será a do rosé. Praticando esta técnica, o elaborador consegue, por um lado, um rosé com a cor que deseja e, por outro, um tinto de “dupla pasta” com mais cor e estrutura pelo fato de ter sido vinificado com uma proporção de cascas mais alta do que o normal.
Existem também os chamados claretes, vinhos de cor rosada resultantes da mistura de vinho branco e tinto ou da cofermentação de variedades de ambos os tipos. Tradicionalmente, os claretes eram muito comuns na Espanha, mas atualmente não são tão populares.
História do vinho rosé.
O vinho rosé tal como o conhecemos possivelmente tenha sua origem na época dos romanos na Provença e no Languedoc-Roussillon, França, embora antes os gregos já elaborassem rosés fruto da mistura de uvas tintas e brancas que habitualmente diluíam em água para reduzir sua intensidade. Existem muitas lendas gregas a respeito que atribuem ao vinho não diluído a capacidade de enlouquecer quem o bebe por ser demasiado alcoólico.
Com o passar dos anos, cada região foi encontrando seu estilo de vinho rosé. Por exemplo, no sul da França, os rosés de Garnacha Tinta, Carignan e Syrah tendem a ter muito pouca cor, a serem secos e a exibirem aromas florais e frutados.
Por outro lado, em Bordeaux, os rosés de Cabernet Sauvignon e Merlot são geralmente mais intensos e estruturados que os primeiros e até podem nos lembrar dos vinhos tintos.
Finalmente, outro tipo de rosés, os mais ao norte, os do Vale do Loire. Devido à sua procedência de uma latitude mais setentrional, esses vinhos rosés são muito mais secos e frescos que os de seus companheiros do sul. Costumam ser mais cítricos do que florais.
Para finalizar, vale mencionar que os primeiros vinhos espumantes e os primeiros Champagne também foram rosés. Atualmente, os Champagne rosés costumam ser mais caros que os brancos.
Classificações dos vinhos rosés.
Os vinhos rosés, assim como os demais, podem ser classificados de acordo com o açúcar residual que contêm, podendo ser:
-Secos: quando contêm < 5 gr/l de açúcar residual.
-Abocados: quando contêm de 5 a 15 gr/l de açúcar residual.
-Semissecos: quando contêm de 15 a 30 gr/l de açúcar residual.
-Semidoces: quando contêm de 30 a 50 gr/l de açúcar residual.
-Doces: quando contêm > 50 gr/l de açúcar residual.
Também poderíamos classificá-los de acordo com o tempo que maceraram com as cascas, portanto, segundo sua intensidade de cor, de mais pálidos a mais intensos.
Elaboradores de referência de vinho rosé.
Vimos que os rosés nasceram na Provença. No entanto, atualmente podemos encontrar muitos rosés distintos, desde frescos e frutados a com mais corpo e envelhecimento.
Vamos mencionar alguns dos elaboradores de referência:
Da Espanha, procedentes da Rioja, temos por exemplo Viña Tondonia, Muga ou Viña Real. Em Navarra, Monjardín, Viña Zorzal ou Gran Feudo. Por outro lado, no Penedès, encontramos Jean Leon, Can Sumoi ou Gramona. Até mesmo em Mallorca encontramos bons rosés, como por exemplo o da vinícola 4 Kilos e seu Moteur Pistache Rosé.
Na França, a maior parte dos elaboradores de rosés se concentram no sul. Da Provença, algumas das vinícolas mais conhecidas são Clos Cibonne, Miraval, Domaines Ott ou Domaine d'Eole e do Vale do Ródano, Domaine de La Janasse, Domaines Paul Jaboulet Aîné ou M. Chapoutier.
Finalmente, da Itália, podemos citar Cascina degli Ulivi da região do Piemonte, Le Coste do Lácio ou Tenuta Rapitala da Sicília.
Degustação e harmonização de vinho rosé.
Os vinhos rosés podem ser de muitos tipos. Desde frescos, sutis e leves, frutados e doces, a mais complexos ou concentrados e estruturados. Isso os torna vinhos muito gastronômicos, bons companheiros de mesa, que harmonizam perfeitamente com a grande maioria dos pratos.
Além disso, costumam ser mais ácidos e suaves que os vinhos tintos. Sua acidez e aromas os tornam vinhos refrescantes, de modo que podem ser apreciados também antes das refeições.
O vinho rosé é um vinho versátil. Pode acompanhar sem roubar o protagonismo embutidos, queijos suaves e carnes defumadas. Os mais frutados combinam também com todo tipo de frutos do mar e, se forem um pouco mais vegetais ou mais secos, um bom prato de peixe é uma excelente opção. Também combinam perfeitamente com massas e arrozes e até mesmo com muitas sobremesas são uma boa combinação.
E você, gosta mais do vinho rosé mais intenso ou mais sutil e delicado? Já encontrou o rosé que mais gosta?
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