A Familia Torres, empresa vinícola sediada no Penedès (Catalunha) com mais de 150 anos de história, não cessa de inovar em diferentes pontos do mundo. Um de seus projetos mais ambiciosos é o que se inicia no Vale de Salnés, em Rías Baixas (Galícia) em 2012, sob a direção do enólogo Víctor Cortizo. Sob o nome de Pazo Torre Penelas, foca-se na criação de vinhos singulares com base no território. Um trabalho de recuperação ancestral que revela todo o seu esplendor com Pazo Torre Penelas Blanco Granito, o primeiro vinho vinificado e envelhecido em lagares rupestres esculpidos em rocha de granito.
Proveniente de um vinhedo murado de seis hectares que faz parte de um pazo catalogado como patrimônio histórico do século XIV ou XV, Pazo Torre Penelas Blanco Granito é um monovarietal de albariño marcado pela influência do mar Atlântico e do rio Umia. A viticultura tradicional é praticada e, uma vez que a uva atinge seu ponto ótimo de maturação, é vinificada em depósitos ovóides de granito (a rocha predominante e quase exclusiva da D.O. Rías Baixas) durante 15 dias a uma temperatura de 14ºC. Depois, o vinho permanece nesses mesmos depósitos por um período de 8 meses com suas próprias lias. Ali, graças à porosidade do granito, ocorre uma micro-oxigenação constante do vinho, potencializando os aromas e conferindo mineralidade e salinidade. Finalmente, o vinho descansa mais 8 meses em depósitos de aço inoxidável antes de ser engarrafado.
Assim, mais uma vez o antigo torna-se vanguarda. Segundo o próprio Miguel Torres Maczassek, quinta geração da Familia Torres, Pazo Torre Penelas Blanco Granito pretende ser “uma homenagem àquela viticultura ancestral quando a pedra e o vinho andavam de mãos dadas”. Algo que, ao provar, descobrirá que foi amplamente alcançado.