Os vinhedos de ARPEPE, no norte da Itália (em Lombardia), costumam estar repletos de pisco-de-peito-ruivo. Não é incomum encontrar essas pequenas aves esvoaçando entre as vinhas que esta adega possui no coração de Valtellina. Este é o seu território. No entanto, algo mudou. Certo dia, enquanto Isabella Pelizzatti (enóloga da empresa) trabalhava na adega, uma dessas aves entrou nas instalações. Inocentemente — ou assim parecia — o pequeno pássaro pousou sobre um velho barril de madeira. No entanto, parecia querer alertar sobre algo. Poucos dias depois, ao examinar o mesmo barril, Isabella descobriu uma pequena fuga entre as aduelas. Foi necessário engarrafar rapidamente o vinho com apenas doze meses de maturação. Assim nasceu o ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso.
A existência do ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso deve-se a um pequeno pássaro. Apesar de não ter descansado pelo tempo inicialmente projetado, o ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso é um tinto muito saboroso. Talvez um dos melhores da Itália. É importante lembrar que esses tintos, elaborados com a uva nebbiolo, são responsáveis por preservar a reputação desta região do norte da Itália, paralela aos Alpes. Esta cordilheira, em particular, é um dos principais fatores que determinam o terroir desta área, que também é influenciada pelas brisas quentes do lago Como. No total, ARPEPE cultiva aqui 13 hectares de vinhedos dispostos em terraços, no coração da D.O.C. Valtellina Superiore, entre Buglio in Monte e Tirano. No caso do ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso, as uvas crescem numa parcela voltada para o sul, entre 400 e 500 metros de altitude.
Na adega, a ARPEPE destaca-se pelas suas longas macerações. E assim é feito no ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso. Após a vindima manual, onde os trabalhadores chegam a escalar as encostas, as uvas são processadas, esmagadas e colocadas numa tina de madeira onde macerarão durante 116 dias. Durante este período, a casca da uva irá transferir antocianinas para o mosto. Esta última substância é um polifenol encontrado na casca da uva, responsável por conferir a coloração avermelhada às bagas. Desta forma, com este contato contínuo, duas coisas são alcançadas: por um lado, aumentar a intensidade da cor e do aroma do vinho; por outro, criar um vinho rico em polifenóis (que são antioxidantes) que ajudarão o ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso a suportar longas maturações.
Após a maceração, o ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso fermenta com leveduras autóctones, sem qualquer intervenção, e repousará por 12 meses em tinas de madeira. Para que um vinho possa ser classificado sob a DOC Valtellina Superiore, deve ter um total de 24 meses de maturação (com um mínimo de doze em madeira). No caso do ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso, isso já foi alcançado. Agora, restam apenas mais doze meses em garrafa antes de ser comercializado.
Apesar da sua renovação e instalações, o ARPEPE Valtellina Superiore Il Pettirosso continua a ser uma das adegas que melhor preserva o estilo tradicional de Valtellina.