Quando falamos de vinhos, às vezes encontramos rótulos históricos que hoje parecem um pouco curiosos. Por exemplo, a tradição na Borgonha menciona vinhos "femininos" e "masculinos": os primeiros, supostamente elegantes, delicados, aromáticos e sedosos; os segundos, robustos, potentes e estruturados. Hoje sabemos que esses rótulos não são literais, nem deveriam ser associados ao gênero. São metáforas antigas para descrever estilo, corpo e sensação na boca.
Assim, quando se diz que Volnay, na Côte de Beaune, produz os vinhos mais "femininos" da Borgonha, o que realmente significa é que esta região é famosa por seus pinot noir delicados, finos e sedosos, vinhos que acariciam o paladar com elegância e sutileza.
Um dos que domina essa magia com maestria é Arnaud Baillot, cuja família há gerações se dedica à viticultura na região da Côte de Beaune. Especializado na produção de pinot noir e chardonnay de alta qualidade, Arnaud conhece cada raiz, cada cacho e cada barrica, e consegue transmitir em seus vinhos a essência de seu terroir sem artifícios.
O exemplo perfeito é Arnaud Baillot Volnay. As uvas provêm de dois vinhedos excepcionais na AOC Volnay. Na adega, o vinho é deixado a repousar durante aproximadamente 12 meses em barricas de carvalho francês, com 20-25% de carvalho novo, o suficiente para refinar os taninos e aportar complexidade aromática sem ocultar a finura natural da uva.
O resultado é um vinho que combina elegância, delicadeza e precisão, um pinot noir que reflete o caráter da AOC Volnay sem necessidade de rótulos antiquados nem metáforas de gênero. Arnaud Baillot Volnay fala por si só, mostrando a verdadeira versão mais fina e elegante do pinot noir.