Existem vinhos que não são apenas produzidos: são confeccionados com a precisão e elegância de um alfaiate renomado. No coração de Calatayud (Aragón, Espanha), Bodegas San Alejandro concebe seus projetos mais especiais como um atelier, onde cada detalhe —do vinhedo à maturação— é escolhido com a mesma delicadeza com que um estilista seleciona tecidos e cortes. Nesse laboratório de ideias e mãos habilidosas nasce Cuevas de Arom Altas Parcelas, um vinho que une a visão inquieta de San Alejandro com a criatividade vibrante do Master of Wine Fernando Mora (Bodegas Frontonio), resgatando um fio que começou em 2008 quando Mora criou seu primeiro vinho chamado AROM, seu sobrenome ao contrário.
Bodegas San Alejandro, fundada em 1962 e hoje um dos grandes expoentes da garnacha, é o sonho consolidado de gerações de viticultores que decidiram reivindicar a grandeza de suas terras. Suas vinhas antigas, enraizadas em solos extremos e diversos —calcários, xistosos, argilosos—, são o patrimônio que tem guiado sua história. Nelas convivem tradição, esforço e um profundo respeito pela paisagem, um legado que Frontonio e San Alejandro entrelaçam para dar forma a uma coleção onde o vinho é entendido como obra artesanal.
Cuevas de Arom Altas Parcelas provém de alguns dos vinhedos mais altos e antigos de Calatayud, plantados em taça sobre solos de xisto, quartzo e calcário, a mais de 700 metros de altitude. Garnachas antigas de mais de 50 anos, colhidas manualmente, fermentadas em tanques de cimento abertos com 30% de uva com engaço e envelhecidas durante cerca de 10 meses em cimento para preservar sua frescura, pureza e textura. O resultado é uma garnacha que combina precisão e caráter, um corte clássico moderno onde cada camada é ajustada com intenção.
Cuevas de Arom Altas Parcelas é um vinho tinto que se expressa com a elegância tranquila de uma peça perfeitamente ajustada: fruta vermelha vibrante, profundidade mineral, frescor de altitude e uma textura fina que acaricia o paladar. Desfrutá-lo é como deslizar a mão por um tecido delicado: sente-se a qualidade, intui-se o trabalho e reconhece-se a personalidade. Ideal para acompanhar pratos que respeitem sua sutileza —aves, guisados leves, vegetais assados, embutidos artesanais— ou para abrir em momentos que pedem algo especial sem necessidade de grandes cerimônias. Um vinho que demonstra que, quando a experiência e a frescura trabalham juntas, a magia acontece… e se saboreia.