Falar dela implica inevitavelmente falar da Argentina. Lá, a malbec, uma variedade que paradoxalmente nasce em Cahors (França), é onde encontra seu lugar e onde, na união com seu terroir, pode ser ela mesma, expressar-se em toda a sua plenitude, sendo finalmente a variedade mais cultivada do país com 44.387,5 hectares de produção. Tanto a importância do solo quanto o potencial desta uva foram descobertos nas vinícolas Altos las Hormigas, no vale do Uco (província de Mendoza), onde se elabora Altos las Hormigas Malbec Clásico, um blend com diferentes uvas desta variedade.
A mistura de Altos las Hormigas Malbec Clásico provém de vinhedos situados em Luján de Cuyo e do vale do Uco (em menor proporção), onde as cepas crescem sobre solos bem drenados, de textura limo-arenosa, que permitem que a raiz cresça alcançando vários metros abaixo da terra. Esta grande capacidade radicular permite à cepa encontrar água e suportar a secura das altas temperaturas (quase desérticas), às quais se contrapõem noites muito frescas, com um grande contraste térmico que facilita a deposição dos antocianos (resultando em bagas de cor intensa). Aqui, a vindima é realizada à mão e selecionam-se os melhores cachos para serem classificados em diferentes lotes.
Cada um deles será vinificado separadamente em tanques de aço inoxidável, tornando-se um manjar para as leveduras autóctones (que serão responsáveis pela fermentação). O cuidado e a vigilância durante os 10 dias que dura este processo serão determinantes, degustando-se amostras do mosto-vinho até três vezes no mesmo dia. Uma vez alcançado o ponto desejado, os tanques de Altos las Hormigas Malbec Clásico serão misturados e submetidos a uma maturação em cubas de cimento por um período mínimo de 9 meses.