Por trás de uma adega familiar geralmente se esconde uma rica história e tradição que é transmitida de geração em geração. Todo um legado que se reflete em métodos de produção tradicionais, em um profundo conhecimento do terroir e em uma paixão genuína por parte de seus integrantes. No caso de Barahonda, trata-se de uma adega que iniciou sua trajetória há dois séculos nas mãos de D. Pedro Candela Soriano, um pequeno viticultor que começou a vender seus vinhos elaborados em ânforas para as aldeias ao redor e que hoje, três gerações depois, se converteu em um dos projetos mais representativos da D.O. Yecla, em Múrcia (Espanha). Vinhos com caráter e autenticidade em que a variedade monastrell é a protagonista e que, graças às influências mediterrâneas, às grandes oscilações térmicas e aos longos períodos de seca, tornou-se a rainha da denominação.
Reforçando o forte caráter familiar do projeto, agora nos apresentam Barahonda Lualma, um vinho que homenageia a quinta geração Barahonda e cuja etiqueta é criada a partir dos nomes das novas promessas da casa, Lucía, Alfredo e Martina. Elaborado com as variedades monastrell, garnacha tintorera e syrah, trabalha-se de forma tradicional com uma maturação lenta e uma grande concentração. Na adega, as uvas são selecionadas, desengaçadas e esmagadas. A fermentação é realizada a temperatura controlada e depois o vinho passa por um envelhecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês, a monastrell em barricas de 500 litros e a syrah e tintorera em barricas de 225 litros.
Sendo o primeiro vinho da quinta geração, Barahonda Lualma é um jogo de três: três varietais, três personalidades. Como eles mesmos explicam, “na monastrell encontramos a fortaleza de Lucía, na Tintorera a amabilidade de Alfredo e na syrah a doçura de Martina”.