Nos últimos tempos, o vinho artesanal tornou-se uma tendência. Não é que seja um tipo de vinho novo. A verdade é que vem sendo produzido desde os primórdios do vinho, há mais de 8.000 anos. No entanto, o vinho artesanal está despertando cada vez mais a curiosidade dos apreciadores de vinho tradicionais. Mas o que torna um vinho artesanal tão especial? Para começar, são vinhos elaborados com variedades autóctones da região, nos quais não se utilizam fertilizantes químicos e onde se evita ao máximo o uso de processos automatizados. Um trabalho predominantemente manual, o que torna inevitável que o número de garrafas produzidas seja limitado. Na Alsácia (França), um dos pioneiros na elaboração de vinhos artesanais é, sem dúvida, Pierre Frick. Um viticultor visionário que, desde que assumiu a responsabilidade pela adega familiar localizada na aldeia de Pfaffenheim, na região do Alto Reno, transformou as 12 hectares de vinhedo em biodinâmicas e elabora vinhos com a mínima intervenção.
Em seu catálogo encontramos uma ampla gama de vinhos fascinantes e diferentes que vão do branco intenso ao tinto profundo, sem deixar de lado os originais orange wine. Exemplo destes últimos, apresenta-nos Pierre Frick Gewürztraminer Macération, um vinho elaborado com a variedade gewürztraminer proveniente de cepas plantadas em solos calcários ricos em margas e arenitos. São cepas certificadas pela Demeter nas quais em nenhum momento se utiliza qualquer produto químico. Uma vez realizada a vindima de forma manual, as uvas passam por uma fermentação alcoólica espontânea com leveduras autóctones e com maceração nas películas durante 7 dias. Depois, o vinho envelhece em barril de carvalho de 80 anos durante 6 meses. Finalmente, é engarrafado sem filtrar e sem adicionar sulfitos.
Como resultado, obtém-se Pierre Frick Gewürztraminer Macération, um vinho artesanal que revela os aspectos mais autênticos da AOC Alsace em cada gole. Um verdadeiro orange wine em seu estado mais genuíno.