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Decántalo
Blog de vinhos
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5 Regiões vinícolas pouco conhecidas, com vinhos excepcionais

No vasto e fascinante mundo do vinho, existem regiões vinícolas que, embora não sejam tesouros ocultos, não recebem a mesma atenção midiática que Bordeaux, o Vale de Napa, a Toscana ou Rioja; no entanto, há uma infinidade de denominações menos conhecidas que produzem vinhos excepcionais, guardando segredos de sabor e qualidade incomparáveis.

Adentrar-se nessas regiões pouco exploradas é como abrir uma porta para um universo vinícola cheio de surpresas e descobertas emocionantes.

Convidamos você a embarcar em uma viagem apaixonante através de cinco denominações vinícolas pouco faladas, mas onde se produzem verdadeiras joias líquidas que merecem ser conhecidas e apreciadas pelos amantes do vinho.

Suba, vamos partir!

5 regiões vinícolas que valem a pena descobrir

D.O. Montilla-Moriles (Espanha)

Acostumada a viver à sombra do Marco de Jerez, Montilla-Moriles (Córdoba) é também uma denominação andaluza onde se produzem grandes vinhos muito semelhantes aos renomados vinhos generosos de Jerez. Essas duas denominações de origem: a D.O. Jerez-Xérès-Sherry e a D.O. Montilla-Moriles, mais do que rivais, são irmãs que compartilham semelhanças e cuja personalidade particular se desenha graças a algumas diferenças.

Em ambas podem ser encontrados vinhos de envelhecimento biológico (os famosos vinhos sob velo de flor), no entanto, enquanto no Marco de Jerez a uva principal é a palomino, na D.O. Montilla-Moriles cultiva-se única e exclusivamente a variedade pedro ximénez, com a qual se produzem vinhos secos com e sem envelhecimento biológico, além de extraordinários vinhos doces, cuja qualidade foi reconhecida com os cobiçados 100 pontos Parker, como os do vinho Toro Albalá Don Px Convento Selección, para sua safra de 1946.

AOC Crémant de Bourgogne (França)

Embora o champagne seja o espumante por excelência, permita-nos falar sobre o encanto e a elegância do Crémant de Bourgogne. Produzidos com a mesma meticulosa atenção aos detalhes e à tradição que seu célebre vizinho, o champagne, os vinhos espumantes da AOC Crémant de Bourgogne são joias que permaneceram ofuscadas pelas bolhas mais famosas do mundo, mas que merecem ser descobertas.

Esses espumantes são produzidos segundo o método tradicional (igual ao champagne), com predominância das uvas chardonnay e pinot noir que, como é bem sabido, encontram em Borgonha um lugar ideal para se expressarem com requintada fineza.

Com suas finas bolhas, sua frescura vibrante e sua elegante personalidade, os espumantes da AOC Crémant de Bourgogne são uma alternativa excepcional que nos oferece uma experiência tão similar ao champagne, a um preço mais acessível que, por que não dar-lhes uma chance?

Friuli-Venezia Giulia (Itália)

Não só por sua comida, suas paisagens e sua história, a Itália é também um país afortunado em questões vinícolas. Desde a ponta da bota até os Alpes, passando por suas ilhas, não há canto na Itália onde não exista um vinhedo. Famosos são os vinhos tintos do Piemonte ou da Toscana, mas também existem regiões pouco conhecidas onde podemos encontrar verdadeiros tesouros.

Friuli-Venezia Giulia é considerada a cuna dos melhores vinhos brancos da Itália e é também um paraíso para os amantes dos vinhos naturais e dos orange wines.

Localizada entre Áustria, Eslovênia e a costa adriática, dizem que aqui é onde se produz o melhor vinho branco de pinot gris do país (e provavelmente do mundo!)

Esta região italiana é lar de talentosos enólogos que apostam na tradição e que têm como mentor Stanko Radikon, um viticultor que priorizava as elaborações naturais e a vinificação com um prolongado contato das cascas das uvas com o vinho (orange wines). Hoje em dia, suas garrafas são autênticos vinhos de culto.

Oregon (Estados Unidos)

Se falamos de vinhos nos Estados Unidos, é Califórnia (Sonoma e Napa, principalmente) que recebe toda a atenção; no entanto, há uma região que se revela uma verdadeira joia para os amantes dos vinhos fluidos e elegantes. Falamos de Oregon, conhecida como a Borgonha do Novo Mundo.

Localizada na costa oeste do país, ao norte do Estado da Califórnia e ao sul do Estado de Washington, Oregon conta com verões mais quentes que na Califórnia e invernos mais frios que no Estado de Washington, condições perfeitas para o cultivo e a produção de vinhos de pinot noir, chardonnay ou riesling.

Se você é amante de vinhos ao estilo borgonhês, aqui encontrará verdadeiros tesouros, pois é a cuna dos vinhos mais frescos, sutis e elegantes de todo o país norte-americano.

D.O. Vinos de Madrid (Espanha)

Se falamos de Madrid, logo nos vem à mente sua riqueza monumental, sua animada vida noturna, sua gastronomia e suas rotas de tapas, ou seus animados jogos de futebol, mas dificilmente pensamos que na comunidade de Madrid também se faz vinho, e muito bom.

De um tempo para cá, a revolução da garnacha tem um nome próprio que é o estandarte indiscutível deste movimento: Comando G. Jovens e entusiastas viticultores que produzem vinhos de garnacha delicados, fluidos e minerais, com uma fineza que não tem nada a invejar aos grandes vinhos de pinot noir da Borgonha.

Além do bom trabalho desses viticultores, a grande personalidade dessas garnachas provém do característico solo de granito onde crescem e que é compartilhado com outras denominações de origem de províncias como Ávila ou Toledo, que fazem fronteira com a D.O. Vinos de Madrid, e que estão seguindo o exemplo de Comando G. Um recanto para buscar vinhos de grande qualidade que depois serão muito difíceis de encontrar.

Então, aventureiros do vinho, é hora de se afastar dos destinos enológicos habituais e abrir as taças para novas experiências através desses recantos vinícolas menos conhecidos, mas com grandes vinhos a serem descobertos e desfrutados. Você se atreve a continuar a viagem?