Envio grátis e um saca-rolhas grátis para primeiras encomendas acima de €99 com o código BEM-VINDO

Decántalo
Blog de vinhos
Não perca nossos artigos sobre o universo do vinho. Vinícolas, processos de produção, regiões vinícolas, harmonizações, entrevistas com os melhores profissionais do cenário vinícola... Todas as novidades sobre o mundo do vinho.

Como saber se um vinho está defeituoso

Saber se um vinho está em boas condições ou não é uma questão de bom senso. Visão, olfato e paladar são os melhores aliados para reconhecer se pode haver algum defeito. Embora seja possível identificar alguns desses problemas sem abrir a garrafa, a verdade é que nem os sedimentos, nem a turvação, nem as cores oxidadas significam necessariamente que um vinho está em mau estado. A única maneira de ter certeza é ao abri-lo.

defectos del vino

As 10 principais imperfeições do vinho

1- Oxidação

A oxidação é visível à primeira vista. Seja por uma aeração excessiva ou por estar demasiado tempo na garrafa, o vinho apresenta um aspecto pouco brilhante e alaranjado ou marrom. Parece que perdeu vida e, quando aproximamos o nariz, apresenta um forte cheiro a ranço. É impossível recuperá-lo

2- Redução

Por outro lado, o vinho também pode pecar por falta de oxigênio. O cheiro que exala é sulfuroso e em níveis altos lembra ovo podre ou borracha queimada. No caso de o nível de redução ser baixo, é possível melhorar o conteúdo da garrafa arejando ou decantando o vinho.

3- Anidrido sulfuroso

O sulfuroso é um aditivo enológico aplicado como antioxidante e antisséptico. Seu uso excessivo pode originar um cheiro desagradável a borracha, alho ou ovo podre. Nesses casos também é provável que desapareça com uma correta oxigenação

4- Rolha defeituosa

De todas as possíveis imperfeições que se podem encontrar em um vinho, a doença do TCA é sem dúvida a mais comum. Trata-se de um defeito da rolha que não faz distinções e, uma vez que invade o vinho, não é possível eliminá-lo. Consiste em um processo químico que desencadeia o chamado “cheiro a rolha” e que lembra mofo ou papelão molhado. Se você se deparar com esse problema, infelizmente não há nada a fazer

5- Brett

Outro dos cheiros nada agradáveis é o proporcionado pela brettanomyces. Trata-se de uma bactéria que se forma na adega quando não se mantém uma limpeza adequada. Ao cheirá-lo, lembra pelo de animal molhado, couro velho ou até carne podre. Nesses casos, não resta outra opção senão devolver o vinho à loja.

6- Acidez volátil

O ácido acético é um processo químico que se forma na vinificação. O problema surge quando esse ácido acético é mais alto do que o normal. Quando isso acontece, o cheiro se associa ao vinagre ou à acetona. No entanto, é importante notar que muitas vezes os produtores, especialmente de vinhos naturais, recorrem a essa acidez volátil para dar frescor às suas produções. 

7- Cristalização

Um defeito visual frequente nos vinhos brancos é ver cristais no fundo da garrafa. É simplesmente um componente natural que se cristaliza e que normalmente é eliminado na vinificação através do frio. No entanto, às vezes, para conservar todas as qualidades do vinho, essa prática não é realizada. Portanto, quando encontramos esses cristais, basta decantar o vinho e o problema está resolvido.

8- Sedimentos

A tendência atual de mínima intervenção leva muitos produtores a lançar o vinho no mercado sem filtrar. É muito comum ver os sedimentos no vinho e, claro, isso não significa que o vinho tenha um problema. Não afeta nem o aroma nem o sabor. No entanto, modifica a textura do vinho. Uma correta decantação antes de servir é a solução.

9- Carbônico

Quando um vinho realiza uma segunda fermentação indesejada na garrafa, isso se deve principalmente ao fato de que a fermentação alcoólica não foi completada adequadamente. Quando isso acontece, normalmente o vinho tem toques amargos ou avinagrados. No entanto, às vezes trata-se de um defeito positivo que dá um toque efervescente, especialmente nos vinhos rosados e brancos

10- Vinho avinagrado

Embora o termo “vinho avinagrado” seja geralmente usado para todo tipo de defeito do vinho, a verdade é que é o pior qualificativo que se pode dar a um vinho. É originado por um mau processo de maturação na adega ou por uma má conservação na garrafa. O vinho tem um cheiro e um sabor avinagrado e não serve nem para cozinhar

Os limites dos vinhos naturais

Ao falar de vinhos defeituosos, tanto defensores quanto críticos dos vinhos naturais concordam em aceitar que há muitos defeitos entre as produções sem sulfitos. No entanto, é preciso diferenciar os vinhos com imperfeições dos vinhos defeituosos. A verdade é que a ausência de regulamentos na elaboração de vinhos naturais levou alguns produtores a aderirem à moda dos sem sulfitos sem estarem preparados para trabalhar a uva “ao natural”. Em nossa opinião, no momento em que o defeito se impõe ao resultado, descredibiliza o produto. No entanto, quando uma imperfeição aporta personalidade e até melhora o resultado final, o defeito se torna uma característica própria do vinho; fruto de uma elaboração honesta composta unicamente de uva pura fermentada. Embora, no final, como em tudo, para gostos, cores.


Seja como for, para degustar um bom vinho, sua boa conservação é imprescindível. Evitar temperaturas demasiado altas, humidades demasiado baixas e possíveis influências externas como cheiros e ruídos fortes que possam prejudicar as condições naturais do vinho, são de vital importância. Para esses casos, o melhor é dispor de todos os acessórios para conservar e servir o vinho como um verdadeiro especialista.

Imagem de Elle Hughes @elletakephotos.

Original em Unsplash.

Decántalo