Do bag in box ao keykeg. Novos formatos para o vinho
Não há dúvida de que a criatividade está presente em todos os setores, e o vinícola não seria a exceção. Passamos da ideia ancestral de embalar e transportar o vinho em ânforas, da romântica imagem de abrir uma garrafa marcada pelo tempo, à criação e implementação de novos formatos para facilitar o transporte e o consumo do vinho, para o deleite de alguns e para o sofrimento e escândalo de outros.

Apresentamos algumas das propostas de novos formatos para o transporte, venda e consumo do vinho, cada uma mais original que a outra. Algumas tendências de embalagem e distribuição de vinho estão conseguindo aceitação e consolidação no mercado, enquanto outras, por sorte ou azar, estão caindo no esquecimento.
4 surpreendentes formatos para o vinho
Vinho em lata
Do vinho em lata não é necessário explicar muito mais. O formato é idêntico ao das cervejas e bebidas gaseificadas ou energéticas e é direcionado principalmente ao público jovem, à geração millennial. Obviamente, é um formato que de alguma forma causa um choque geracional e, como em tudo, também tem seus defensores e detratores. O que está claro é que, através do vinho em lata, pretende-se tornar a cultura do vinho mais acessível e descontraída para os jovens. Nos Estados Unidos, onde o crescimento do vinho em lata disparou, tudo indica que, apesar dos comentários negativos, essa tendência veio para ficar.
Bag in box
Como o nome indica, este sistema consiste em uma bolsa dentro de uma caixa. Esta curiosa embalagem chegou para revolucionar a maneira de conservar e servir vinho sem desperdício. O sistema é composto por uma bolsa de polietileno ou alumínio multicamada com uma válvula que funciona como uma torneira integrada à própria bolsa. O conjunto é colocado dentro de uma caixa adaptada para que a torneira fique para fora, tornando o serviço do vinho o mais confortável e limpo possível. O líquido fica contido em um material que não afeta suas propriedades organolépticas e que também não permite a entrada de oxigênio, conservando-se muito melhor. O bag in box é um sistema prático, com uma relação qualidade-preço bastante acessível para todos os bolsos.
Keykeg
“O vinho é uma bebida delicada e merece a melhor proteção possível”. Sob esta premissa trabalham os promotores deste sistema, o keykeg, que é um inovador barril de PET (polietileno) que contém uma bolsa de alumínio laminado semelhante à dos bag in box, garantindo conservar de uma maneira muito melhor a qualidade do vinho, seja ele tranquilo ou espumante, utilizando um propulsor de gás que nunca entra em contato com o vinho, mantendo todas as suas propriedades organolépticas e qualidade por muito mais tempo. É um sistema fácil de encher e manusear, disponível em diversos tamanhos conforme as necessidades dos usuários, ideal para negócios que servem vinhos a copo ou a granel.
O keykeg também é utilizado na indústria cervejeira, onde é ainda mais conhecido do que na indústria vinícola. Atualmente, tem ampla utilização nos Estados Unidos, e em países como França e Itália está ganhando cada vez mais presença, começando a ser conhecido na Espanha.
Vinho em tubo
Há alguns anos surgiram duas ideias para novos formatos de venda de vinho: o vinho em tubos de ensaio e o vinho em tubos de papelão, criados por duas empresas diferentes que promoviam a utilização desses recipientes peculiares que, ao que parece, hoje em dia ficaram apenas como uma anedota.
O vinho em tubos de ensaio foi inventado há alguns anos por Vincent Barthe, um informático francês muito apaixonado pela enologia, e a empresa que o comercializava oferecia seleções de vinhos em tubos com duas capacidades: 6 e 10 mililitros.
No caso do vinho em tubos de papelão, a ideia era bastante similar à do bag in box, mas em vez de uma caixa, era um tubo de papelão que continha a bolsa com o vinho. Era comercializado por uma empresa chamada Four (quatro), que fazia referência à capacidade de suas embalagens: 4 garrafas de vinho que equivalem a 3 litros de líquido.
Em suma, como se costuma dizer: “a beleza está no interior”. E você, consome vinho embalado em algum desses formatos? Ou prefere a garrafa e sua rolha de sempre?