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O Gin Tonic (ou Gintonic): o coquetel de gim da moda

12/08/2013 Destilados

O Gin Tonic (ou Gintonic, como preferir) é um coquetel que, nos últimos tempos, ganhou popularidade até se tornar o indiscutível número um dos combinados.

Os primórdios desta bebida são distantes: o primeiro Gin Tonic situa-se na Índia, no final do século XIX. Os soldados e colonos ingleses precisavam se proteger da epidemia de malária que assolava o país e, para combatê-la, uma das principais armas que possuíam era a quinina. No entanto, a quinina tinha um problema: um sabor extremamente amargo.
Foi por volta de 1825 que os oficiais ingleses na Índia encontraram uma maneira de tornar suas doses diárias de quinina mais palatáveis: dissolviam os comprimidos de quinina em água, adicionavam açúcar, suco de limão e... gim.
Dessa forma, e sem saber, os oficiais ingleses se tornariam os precursores do Gintonic.

Para preparar um bom Gin Tonic não há segredo. Basta prestar atenção a três aspectos básicos: o copo, o gim e a tônica.
O copo deve ser largo, permitindo adicionar muito, muito, muito gelo. Deve estar frio para que o gelo não derreta e, assim, manter as proporções perfeitas entre a tônica e o gim.

Mas a base de um bom Gintonic é, obviamente, um bom gim. O gim é uma aguardente obtida pela destilação de cevada não maltada, com a adição de bagas de zimbro e outras substâncias aromatizantes conhecidas como botânicos. É a mistura de diferentes botânicos que acaba definindo a personalidade do gim.
Um dos botânicos mais utilizados é a casca de cítricos (limão, lima, laranja ou tangerina), que confere um aroma e sabor únicos. Os gins Mombasa Club Gin, Martin Miller’s Gin ou Mascaró 9 são bons exemplos do uso de cítricos entre seus botânicos.
O pepino é outro ingrediente que confere muito aroma e um sabor muito característico. O máximo expoente do uso de pepino entre seus botânicos encontramos no Hendrick’s, o famoso gim escocês.
Também encontramos gins como o espanhol Gin Mare que utiliza plantas mediterrâneas como tomilho, alecrim ou manjericão como principais botânicos.
A raiz de alcaçuz é outro botânico utilizado em gins premium como o Bulldog. Tem um sabor intenso e amargo e ajuda a destacar os matizes do gim.
As amêndoas também são comuns como botânicos na produção de gim. Conferem doçura aromática e notas tostadas a gins como o Bombay Sapphire ou o Raffles.
Um exemplo de personalidade conferida a um gim por seus botânicos encontramos no gim francês Saffron Gin, de uma intensa cor amarelo alaranjado provocada pelo uso do açafrão como botânico principal.

Depois, há os gins japoneses como Roku que conferem uma grande personalidade com aromas puros de botânicos japoneses como chá verde, flores de cerejeira, yuzu ou sansho (pimenta japonesa).

Uma vez que temos o copo bem frio, cheio de gelo e com nosso gim escolhido, só nos falta finalizar com uma tônica que combine com o gim selecionado. Hoje em dia, temos no mercado uma infinidade de tônicas como a clássica Schweppes, com suas versões renovadas de pimenta rosa, gengibre, cardamomo, flor de laranjeira e lavanda. A Fever Tree, com quinina e plantas naturais ou a Blue Tonic da Kas que traz lembranças cítricas de tangerina e laranja.

Podemos adicionar também algum adereço para realçar, ou contrastar conforme preferir, os botânicos presentes no gim. Casca de limão, uma rodela de pepino ou alguns grãos de pimenta preta podem ser um bom toque final para aquele Gin Tonic perfeito.

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