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Viva o vermute, mais atual do que nunca!

15/05/2024 Atualidade

A hora do vermute é sempre um momento feliz, uma ocasião descontraída para compartilhar, socializar e desfrutar de pequenos prazeres gastronômicos sempre em boa companhia. O vermut, essa peculiar bebida fruto da alquimia entre vinho, álcool e botânicos, muda sua vestimenta de ares antiquados e se renova, se reinventa e até se veste de gala e adquire pedigree. O vermut está mais na moda do que nunca!

hora do vermute

Na Decántalo oferecemos uma variada categoria para comprar vermute de diferentes marcas, estilos e procedências para que, desde casa, você possa desfrutar dessa agradável prática de socialização.

Mas como surgiu o vermute?

Diz-se que já no ano 1700 a.C. os egípcios elaboravam licores com absinto e na Antiga Grécia Hipócrates consagrou no século V a.C. o vinum hippocraticum, resultado da maceração em vinho de flores de absinto e folhas de díctamo, bebida reconstituinte que servia como remédio para a inapetência e desnutrição e que, com o passar do tempo, foi enriquecendo sua receita com a presença de outras ervas e flores. Ampla e antiga é a tradição de macerar ervas, flores e raízes nos vinhos.

Em 1555, no livro “De’ secreti del reverendo donno Alessio Piemontese” aparece o termo wermutkraut (erva de absinto) base do vermut ao qual muitos relacionam com uma bebida caseira que, tal como mencionava Hipócrates, servia como reconstituinte.

Diversos autores situam a origem do vermute em algum lugar da Alemanha ou da atual Hungria e há quem inclusive afirme que pode ter sido nos Balcãs. Outros autores apontam que a origem do vermute está na Itália graças às elaborações do italiano Antonio Benedetto Carpanno, que aromatizava vinhos de baixa qualidade para torná-los mais apetecíveis e agradáveis ao paladar.

Embora a origem do vermute não esteja totalmente clara, é certo que o nome deste vinho aromatizado provém do vocábulo wermutkraut que, com o passar do tempo, foi se transformando em wermut, vermout, vermouth, vermú… até chegar ao que conhecemos hoje: vermut. A palavra significa “absinto”, erva aromática que não pode faltar na sua elaboração.

Como se elabora o vermute?

Seus ingredientes básicos são vinho, água, álcool, botânicos e açúcar caramelizado, que é utilizado opcionalmente para dar cor.

Dois são os botânicos que sempre costumam estar presentes em um vermut: o absinto e o díctamo de Creta.

O primeiro estimula o apetite e favorece a digestão, além de conferir à bebida seu característico amargor, e o segundo proporciona um forte aroma balsâmico, notas aromáticas e um pouco de amargor.

A partir daqui, tudo pode acontecer. O sucesso de um bom vermute reside em encontrar o equilíbrio entre amargor, doçura e acidez partindo de um bom vinho base, que geralmente costuma ser um vinho branco jovem e neutro para que se impregne dos sabores e aromas que cada produtor inclui em sua receita, fórmulas que muitas vezes são guardadas com grande sigilo, pois constituem o selo e a personalidade de cada casa.

A elaboração tradicional é feita a partir da maceração dos botânicos, que costumam ser mais de cinquenta nas fórmulas clássicas, em uma solução hidroalcoólica, o que dá origem ao extrato líquido do vermut ao qual se adiciona o vinho em uma proporção aproximada de 25% de extrato para 75% de vinho e cujo produto final deve oscilar entre 15 e 23 graus de álcool e ao qual finalmente pode ser adicionado açúcar ou caramelo para dar a cor e doçura característica de cada marca e estilo.

O passar do tempo e o espírito de renovação do vermut deram origem ao surgimento de outros métodos de elaboração onde, em vez da maceração, pode-se utilizar, por exemplo, a infusão dos botânicos e nos quais, em vez de adicionar açúcar, podem ser utilizadas mistelas, vinhos doces ou licores.

Também podemos encontrar vermutes que são deixados para repousar em barricas e que deram origem a outras classificações como os vermutes reserva e gran reserva.

Estilos de vermutes

Inicialmente, dois eram os estilos preponderantes:

Vermute branco: tem sua origem na França e costuma ser mais seco e de graduação alcoólica superior.

Vermute negro (ou vermelho): de origem italiana e mais doce que o branco e de menor graduação alcoólica.

Mas é tal o afã de atualidade deste velho conhecido que hoje em dia inclusive podemos encontrar também vermutes rosados, a última novidade deste aperitivo que não sai de moda.

Além disso, o vermut sempre foi um grande aliado dos coqueteleiros, por isso também pode ser encontrado em peças míticas da mixologia como o Martini ou o Negroni.

Como servir e conservar o vermute?

O vermute já em garrafa não melhorará com os anos. Quando sai à venda, está pronto para consumo e, a partir do seu segundo ano, já começam a decair suas qualidades aromáticas.

Para servi-lo, o melhor é utilizar um copo de boca larga, mas com a base um pouco mais estreita. Seu consumo é ideal para a hora do petisco, para acompanhar o aperitivo e até para desfrutar da sobremesa ou dos doces.

Em um ambiente mais formal, fica bem ser servido em uma taça de maior tamanho e de cristal fino para que possa conservar sua temperatura.

Já que falamos de temperaturas, estas variam de acordo com o estilo de cada vermut. Os brancos são mais apreciados se servidos a uma temperatura de 6 °C-8 °C, para os vermutes vermelhos a temperatura pode ser elevada até os 8 °C-10 °C e aqueles que contêm algum tipo de vinho generoso podem ser servidos entre os 12 °C-14 °C para melhor apreciar seus aromas mais complexos.

O vermut, uma vez aberto, é melhor conservá-lo na geladeira com a garrafa bem tampada.

E, para dar o passo definitivo, aqui deixamos algumas recomendações para que você comece a desfrutar do maravilhoso mundo do vermute.

1. Vermouth Yzaguirre Blanco Reserva

Este vermute te conquistará por seu delicioso caráter frutal e seu excelente equilíbrio entre amargor e doçura. Seus 12 meses de envelhecimento em barrica contribuem para que seja menos ácido que um vermute branco clássico e lhe conferem uma textura sedosa, consistência e caráter. Um vermute que, por seu sabor e qualidade, foi premiado na International Wine and Spirit Competition (IWSC). Aconselhamos desfrutá-lo em um copo largo com três ou quatro cubos de gelo, uma rodela de limão e uma folha de hortelã. Você vai adorar!

2. Vermouth Perucchi Gran Reserva

Este vermute, tem tudo! Surpreende por sua grande elegância aromática onde você encontrará notas florais, frutais e especiadas. Na boca, revela seus encantos com um excelente equilíbrio ácido-amargo-doce e mostra a deliciosa complexidade que lhe conferem os mais de 50 botânicos que contém. Vermouth Perucchi Gran Reserva é elaborado pelo sistema de soleras em fudres de grande capacidade, onde ainda repousam as leveduras-mãe que datam de 1876. Um processo que leva 3 anos para ser concluído e onde não são utilizados corantes nem conservantes. Um verdadeiro luxo para o paladar!

A hora do vermut é, sem dúvida, uma tradição que veio para ficar e que, apesar de ser considerada uma prática ultrapassada, esta bebida aromatizada está mais viva e vigente do que nunca. Vida longa ao vermute!

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