Marqués de Riscal, uma vinícola visionária em Rioja e Rueda
Sendo a adega mais antiga da D.O.Ca. Rioja e, também, uma das responsáveis pela origem da D.O. Rueda, Marqués del Riscal é principalmente conhecida por ser a primeira adega de Rioja a elaborar vinhos segundo métodos bordaleses. Um atributo que tem mantido há mais de um século e que a transformou numa das grandes referências de Rioja no mundo inteiro.

Inícios muito nobres
Tudo começa em 1858, quando Camilo Hurtado de Amézaga, VI Marqués de Riscal decide fundar seu próprio projeto em umas adegas que havia herdado de seu pai na localidade de Elciego (La Rioja). Para isso, contrata o mestre enólogo do prestigiado Château Lanessan, Jean Pineau e começa a aplicar as revolucionárias técnicas vitivinícolas que estão sendo realizadas em seu local de residência, Bordéus. Um trabalho pioneiro e de qualidade que leva a Marqués de Riscal a ser a primeira adega não francesa a receber o Diploma de Honra na Exposição Internacional de Bordéus em 1895.
Uma adega pioneira
O Marqués de Riscal foi um verdadeiro visionário ao reconhecer as qualidades inatas existentes em Elciego e saber aproveitá-las ao máximo. As grandes contribuições vitivinícolas que introduziu na indústria da época revolucionaram a Cidade do Vinho. Novos métodos no campo e na adega que vieram para ficar e que transformaram a D.O.Ca Rioja no que é atualmente.
Entre as novidades da época, o Marqués de Riscal foi responsável por plantar cepas estrangeiras em terras riojanas. As nobres variedades francesas cabernet sauvignon, merlot, malbec e pinot noir souberam se adaptar com grande sucesso a um clima de grandes oscilações e solos argilo-calcários.
Na adega, foi pioneiro na aplicação dos cones de madeira de fermentação, das barricas de 225 litros e das garrafas em posição horizontal. Além disso, foi a primeira adega a cobrir as garrafas com uma malha metálica, símbolo de prestígio para garantir que estas não fossem fraudulentamente reenchidas.
No início do século XX, enquanto outras adegas engarrafavam o vinho sob demanda, Marqués de Riscal armazenava seu vinho engarrafado. Uma decisão pioneira em favor do refinamento do vinho e que levou a que, atualmente, seja uma das empresas vitivinícolas com maior número de safras antigas conservadas do mundo.
Em 1970, a empresa decide dar um passo além e se atreve com a produção de seus primeiros vinhos brancos em Rueda (Valladolid). Tal é o sucesso desses vinhos, que consegue chamar a atenção de novos viticultores para o local e em 1980 já se fala de uma nova Denominação de Origem Rueda.
Por fim, outro dos grandes feitos desta adega foi sua aposta pela arquitetura de vanguarda. No ano 2000 inicia a reconstrução da antiga adega em um novo edifício com a tecnologia mais avançada, o design mais moderno e o espaço mais elegante para o enoturismo. Com a colaboração de Frank Gehry, mesmo autor do Museu Guggenheim de Bilbao, desde 2006 o edifício é um verdadeiro ícone do vinho e um símbolo do caráter inconformista e visionário do Marqués de Riscal.
5 vinhos emblemáticos de Marqués de Riscal
Marqués de Riscal Reserva

Certamente um dos vinhos mais internacionais de Rioja, é sem dúvida, o carro-chefe de Marqués de Riscal. Exportado para mais de 100 países do mundo, sua amabilidade, frescor e elegância o tornam um valor seguro onde quer que se apresente.
Marqués de Riscal Verdejo

Adega pioneira em descobrir as possibilidades da variedade verdejo na D.O. Rueda, este vinho é todo um referencial de seu trabalho. Uma uva versátil de grande caráter e personalidade que conseguiu um vinho aromático, refrescante e untuoso.
Barón de Chirel Reserva

Trata-se de um dos cuvées mais espetaculares de Marqués de Riscal que só é criado nas melhores safras. Fruto das vinhas mais antigas que a adega possui na Rioja Alavesa, é um vinho concentrado, potente e de alta expressão Rioja.
Finca Torrea

Marqués de Riscal conserva seu estilo sem ficar para trás. Prova disso encontramos em Finca Torrea. O vinho mais moderno da adega se apresenta com um marcado caráter frutal, característica conferida por uma maturação mais curta, embora igualmente elegante.
Marqués de Riscal Sauvignon Blanc

Não só de verdejo vive Rueda e este monovarietal de sauvignon blanc é prova disso. A verdade é que Marqués de Riscal também foi pioneira na plantação desta variedade francesa em Valladolid e graças ao seu domínio consegue, ano após ano, um vinho fresco, limpo e muito aromático.
Embora aqui tenhamos apresentado os vinhos mais conhecidos da adega mais antiga da D.O.Ca. Rioja, aqui não termina. Se quiser ter em suas mãos as últimas elaborações Marqués de Riscal que estão no mercado, entre na Decántalo e comodamente as entregaremos em sua casa.