Seguindo o curso do Douro, rio de grandes vinhos
Desde o seu nascimento nos Picos de Urbión, na província espanhola de Soria (Castilla y León) até a sua foz na cidade portuguesa do Porto, o rio Douro percorre nada mais nada menos que 897 km. Uma longa travessia que confere ao seu percurso uma riqueza natural impressionante. Um rio do qual os romanos já extraíam ouro, e nas cujas margens nascem vinhos de excelente e reconhecida qualidade, graças ao caráter e às qualidades que o seu curso aporta ao vinhedo. Aqui te apresentamos as diferentes zonas vitivinícolas que hoje em dia podes desfrutar no Douro:

As Denominações de Origem no Douro espanhol
O rio Douro percorre 572 km por Castilla y León, pelo que a maior parte da sua bacia se encontra incluída nesta comunidade central de Espanha. Assim, não é de estranhar que nela encontremos grandes Denominações de Origem reconhecidas a nível internacional.
- D.O. Ribera del Duero
Esta denominação abrange vinhedos localizados em Castilla y León (Espanha), na meseta norte, concretamente na confluência das províncias de Burgos, Segovia, Soria e Valladolid. Uma denominação relativamente jovem (criada em 1982) mas com uma projeção internacional magnífica graças à qualidade dos seus vinhos tintos elaborados principalmente com a uva tinta fina.
- D.O. Cigales
Nome procedente do seu principal núcleo, o município de Cigales, compreende treze municípios repartidos entre Palencia e Valladolid. Uma denominação especializada em vinhos rosados que, embora tenha obtido a Calificação de Denominação de Origem no ano de 1991, os seus vinhos já conquistaram um nome entre os amantes do clarete.
- D.O. Rueda
No meio do grande vale do Douro, Rueda é reconhecida pelos seus vinhos brancos elaborados com a variedade autóctone verdejo. Uma zona vitivinícola extensa em superfície que, graças ao terreno calcário e aos fortes contrastes térmicos, permitiu reposicionar a verdejo como uma uva que não sai de moda.
- D.O. Toro
Saindo de Valladolid e entrando em Zamora, a D.O. Toro soube cultivar um nome próprio. E é que aplicando as mesmas variedades que a Ribera del Duero (principalmente a tempranillo -tinta de toro-), esta denominação conseguiu transformar a fama dos seus vinhos duros e ásperos em vinhos tintos elegantes com personalidade própria.
- D.O. Arribes
No final do curso pelo lado espanhol, o rio Douro une as províncias de Salamanca e Zamora. É aqui que encontramos a pequena e jovem D.O. Arribes. Criada em 2007, ampara tanto vinhos tintos como rosados e brancos. Uma zona que apresenta um relevo muito acidentado e um microclima único para proporcionar o caráter próprio dos seus vinhos.
As Denominações de Origem no Douro português
Em Portugal, o rio Douro percorre 213 km antes de desaguar no mar e, tal como inclui o seu próprio nome ouro, sem dúvida o velho rio é sinónimo de riqueza graças ao seu enorme caudal, as belas paisagens que irriga e, como não, pela qualidade dos seus vinhos.
- D.O.C. Douro
Esta zona vitivinícola abrange as sub-regiões de Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, situadas ao norte do país, ao redor do rio Douro. Trata-se das regiões mais agrestes do território português onde se destaca a pobreza dos seus solos de xisto e a criação de finos e ricos vinhos tintos e brancos.
- D.O.G. Porto
No Porto, uma das cidades mais representativas de Portugal, a água do Douro desagua no oceano Atlântico e é nas margens deste rio que se elabora o archiconhecido Porto. Vinho fortificado com um alto grau de álcool e açúcares não transformados, que é a delícia dos paladares mais exigentes.
Agora que já te apresentamos um breve percurso pelo curso do Douro, só te resta provar os seus vinhos. E é como diz o ditado, quando o rio soa, vinho leva ;)