Mulheres que revolucionam o mundo do vinho
O mundo do vinho sempre esteve em constante evolução. Os estilos mudam, os mercados se transformam, as formas de trabalhar a terra se renovam. No entanto, o que por muito tempo não acompanhou o mesmo ritmo foi quem ocupava os espaços de decisão.
Durante séculos, o vinho foi sinônimo de herança masculina. A terra passava de pais para filhos, as adegas eram assinadas com sobrenomes masculinos e as decisões estratégicas eram tomadas em mesas onde a presença feminina era, no mínimo, excepcional. Não porque não houvesse mulheres capacitadas, mas porque o acesso à propriedade, ao financiamento e ao reconhecimento não era projetado para elas.
No entanto, as mulheres sempre estiveram presentes. Estiveram na vinha, na colheita, na adega, na contabilidade e na logística. Sustentaram projetos familiares, aprenderam o ofício sem titularidade e desenvolveram critério sem visibilidade.
Felizmente, com o tempo, as coisas começaram a mudar. Algumas mulheres começaram a ocupar espaços que historicamente lhes foram negados. Hoje, essa mudança continua com novas vozes que fazem a diferença. Cada vez mais mulheres lideram projetos próprios, dirigem adegas, impulsionam exportações, pesquisam em viticultura sustentável e ocupam espaços técnicos de alta especialização. Já não são a exceção que confirma a regra; são parte ativa da regra.
5 vinhos de 5 mulheres de destaque
Veuve Clicquot Brut Yellow Label |
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Certamente você conhece este champagne. O que talvez não saiba é que por trás de seu sucesso está Barbe-Nicole Clicquot, “a viúva Clicquot”, que no século XIX desafiou todas as normas sociais e comerciais de sua época para consolidar uma das casas de champagne mais influentes do mundo. Uma verdadeira pioneira! |
Álvaro Palacios Gratallops |
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Filha do grande Álvaro Palacios, Lola Palacios tem o vinho no sangue. Após sete anos de formação na França e na Califórnia, voltou para casa para colaborar lado a lado com seu pai, mantendo e evoluindo o tão reconhecido legado familiar. Felizmente, ainda há muito Palacios pela frente. |
El Enemigo Malbec |
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Historiadora e vitivinicultora de quarta geração, Adrianna Catena, não é nada mais nada menos que filha de Nicolás Catena Zapata, um dos viticultores mais influentes da Argentina. Hoje, impulsiona seus próprios projetos buscando reivindicar a cultura do vinho a partir da autenticidade, da história e da tradição. Impossível ignorar! |
Verónica Ortega Quite |
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Se você está sempre atualizado, certamente já ouviu falar de Verónica Ortega. Esta gaditana, formada nas melhores adegas da Borgonha e Priorat, foi atraída pelo terroir do Bierzo e decidiu se estabelecer em Valtuille de Abajo para elaborar seus próprios vinhos, iniciando assim seu projeto mais pessoal. Uma verdadeira descoberta! |
Judith Beck Bambule! Pinot Noir |
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Outra que se destaca é Judith Beck. Viticultora de nova geração em Burgenland, Áustria, trabalha com mínima intervenção, máxima expressão e métodos biodinâmicos. Seus vinhos colocaram a região no radar internacional dos grandes vinhos naturais. E, claro, nós não poderíamos perder. |
Diante disso, falar hoje de mulheres no vinho não deveria ser uma etiqueta diferenciadora. Deveria ser simplesmente uma descrição da realidade. O talento nunca teve gênero; o que mudou são as oportunidades e estruturas que permitem que esse talento se expresse e seja valorizado. E isso, mais do que uma tendência, é um ponto de inflexão que merece ser celebrado.




